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sábado, 7 de novembro de 2015

A vida pode até me arrancar amores, mas nunca – em hipótese alguma! – será capaz de amputar o meu amor-próprio; e é só dele que eu preciso para me reconstruir, mesmo depois do mais devastador dos terremotos. Amo-me o bastante para compreender que não dependo do amor de ninguém para sobreviver. O meu amor-próprio é um prato que contém arroz, feijão, bife, ovo e salada, ou seja, tudo que eu necessito para me manter nutrido e vivão da Silva. E os amores que me dão, a meu ver, são temperos. Temperos deliciosos – não nego! -, mas, definitivamente, não são essências à minha sobrevivência.

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